No próximo dia 3 de dezembro, comemora-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência a Prefeitura de Belo Horizonte através da Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania/Coordenadoria de Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência, realizará no dia 06 de dezembro de 14 às 17h, no Teatro Marília, em parceria com as entidades de e para pessoas com deficiência as comemorações pelo Dia Internacional.
A observância do Dia não precisa resumir-se a um único dia de celebração. Ele pode e deve ser aproveitado como um ponto de referência para se realizar uma série de atividades em toda a sociedade durante 12 meses por ano. E esta foi a ideia central da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ao declarar – através da Resolução 473, de outubro de 1991 – o dia 3 de dezembro como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência comemorado a partir de 1992 em todo o mundo.
Tema de 2011: “Juntos por um Mundo Melhor: Incluindo Pessoas com Deficiência no Desenvolvimento”.
Subtemas de 2011:
1 – “Perspectiva da deficiência na corrente principal da sociedade: incluindo essa perspectiva em todos os processos do desenvolvimento”.
2 – “Gênero: incluindo mulheres e meninas com deficiência no desenvolvimento”.
3 – “Incluindo crianças e jovens com deficiência no desenvolvimento”.
4 – “Acessibilidade: eliminando barreiras e promovendo o desenvolvimento que inclua a perspectiva da deficiência”.
5 – “Promovendo a coleta de dados e estatísticas sobre a deficiência”. Texto-base: “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência” (CDPD) N.T.
Contamos com a participação de todos/todas.
Solicitamos que nos auxiliem na divulgação.
Atenciosamente,
José Carlos Dias.
Coordenador Municipal.
Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania-SMADC.
Coordenadoria de Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência – CDPPD.
Rua Espirito Santo, 505 – 8.º andar – Centro.
30160-030 – Telefones (31) 3277-4105/6949 – Fax (31) 3277-4678.
Juntos por um Mundo Melhor: “Incluindo Pessoas com Deficiência no Desenvolvimento”.
Em comemoração ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
Dia 06 de dezembro – Terça-feira.
De 14 às 17hs no Teatro Marília.
Av. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia.
PROGRAMAÇÃO.
14h – Abertura com:
- Jorge Raimundo Nahas – Secretário Municipal de Políticas Sociais;
- José Wilson Ricardo – Secretário Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania;
- José Carlos Dias Filho: Coordenador de Direitos das Pessoas com Deficiência;
- Raquel Simplício Neto – Presidenta do Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência;
14h15 – Palestra: “Gênero: incluindo mulheres e meninas com deficiência no desenvolvimento”.
Palestrante: Sra. Lúcia Helena Apolinário – Coordenadora da Coordenadoria Municipal de Direitos da Mulher.
14h30 – Painel de depoimentos.
Mediadora: Fátima Felix de Oliveira – CDPPD.
Participantes:
- Ana Lúcia de Oliveira- Coordenadora Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência.
Alvanir da Costa Melo Lima – Confederação Brasileira de Surdos.
- Izabella Cristina de Oliveira – Consultora Empresarial.
- Maria de Fátima Barbosa / Ana Carolina Barbosa das Dores – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Belo Horizonte.
- Luciana Regina da Mata – Escola Estadual Sandra Risoleta Houck.
- Maria de Nazaré Torga Bellardini / Andrea Torga Bellardini – Escola Municipal Frei Leopoldo.
15h30 – Debates.
16h – Apresentação Artística e palestra: “Incluindo crianças e jovens com deficiência no desenvolvimento”.
Programa Superar da Secretaria Municipal de Esportes da PBH.
16h45 – Encerramento.
Clique nos links abaixo para fazer download da programação:
Adriana Lage comenta sobre o show de comemoração dos 15 anos de carreira do Jota Quest e sobre a acessibilidade na casa de shows.
Adriana Lage.
Sempre fui fã do Jota Quest. Não poderia perder, por nada desse mundo, o show de comemoração dos 15 anos de carreira. Os ingressos logo se esgotaram e tive que pagar um cadinho mais caro, pois já estavam no terceiro lote. Não tenho dúvidas que foi um dindim muito bem empregado. Imaginava que o show seria longo, mas nunca pensei que os fãs seriam presenteados com quase três horas de músicas. Li no jornal que vários convidados participariam do show. Quase tive um ataque quando minha irmã comentou que o Dado e o Bonfá da Legião Urbana também estariam por lá. Foi um momento mágico. Quando começaram os primeiros acordes de Tempo Perdido, o público foi ao delírio. Já pensaram juntar, no mesmo palco, o Jota Quest (que dispensa comentários), Marcelo Falcão (sou apaixonada com aquele moreno!), Sideral, Play, Bauxita (nesse mês regredi com tudo! Em 15 dias, overdose dele pra relembrar meus tempos de tiete), Podé do Tianastácia, Dado e Bonfá? Simplesmente, maravilhoso! O show foi divino. Um dos melhores que já assisti na vida. Tudibão! Sou suspeita, pois amo a voz do Flausino. O único problema é que ele piora o meu mineirês, já que consegue falar mais ‘jeca’ do que eu.
Como já escrevi alguns textos reclamando sobre a acessibilidade em shows que frequentei, não poderia deixar de comentar sobre esse show. No passado, briguei muito com a casa de shows, com direito a reclamações em jornal de grande circulação, contatos com a Delegacia de Proteção à Pessoa com Deficiência e a ser convidada para assistir a um show gratuito para testar a acessibilidade no local. Já faz um tempo que a casa de shows modificou sua postura em relação aos clientes com deficiência. A mudança é visível, inclusive no site. Lá eles informam que a pessoa com deficiência tem direito a um acompanhante. Cansei de me estressar e brigar por causa disso. Atualmente, é só o deficiente chegar ao local que os seguranças indicam o lugar reservado e trazem uma cadeira, bem confortável, para o acompanhante.
Em relação à visibilidade, continuo insistindo que a localização é ruim. Por sorte, o Jota Quest utilizou também um mini palco enfrente ao principal. Com isso, a visão das pessoas com deficiência foi favorecida, já que o Flausino e seus convidados sempre chegavam perto do público. Não forcei tanto o meu pescoço como em shows anteriores. O local reservado para pessoas com deficiência, na casa de shows, fica na pista, no canto esquerdo do palco. Sempre percebo que, em grandes shows, a casa e a produção do evento não dimensionam esse espaço com carinho. Para terem uma ideia, no show da sexta-feira, éramos cinco cadeirantes, uma cega, uma grávida, alguns idosos e os acompanhantes. Ficamos espremidos no cantinho. Seria interessante que isso fosse controlado durante a venda de ingressos. Por exemplo, em teatros, existem os locais específicos para cadeirantes. Na véspera da apresentação, a casa de espetáculos já possui uma ideia se existirão ou não cadeirantes. Com os recursos da informática, isso não seria nada complicado. Pode-se, por exemplo, simplesmente, colocar um campo tipo flag para controlar se é pessoa com deficiência ou não. Já assisti a um show do Zezé di Camargo e Luciano no qual as pessoas com deficiência eram mais de trinta e não coubemos no espaço que tinham reservado para nós. Com isso, à medida que íamos chegando, éramos empurrados para o outro canto do palco. O espaço era tão reduzido que, entre o palco e a minha cadeira de rodas, só cabia um segurança. Diga-se de passagem, a perna dele ficou encostada no pé da minha cadeira durante todo o show. Minha irmã comentou sobre esse problema comigo e me deu essa ideia. Que tal passarmos a inserir essa informação na venda dos ingressos? Estamos na era da valorização do cliente. Uma pessoa bem atendida retorna ao lugar e ainda faz propaganda para uns três amigos. Clientes insatisfeitos mudam de estabelecimento e ainda fazem propaganda negativa pra uns treze amigos. Seria muito mais agradável se as pessoas com deficiência chegassem ao local do show e encontrassem um ambiente legal e preparado para recebê-las com conforto e segurança. Por exemplo, quando fui a um show de tango, em Buenos Aires, informei com antecedência que sou cadeirante. Fiquei encantada quando cheguei ao lugar. A mesa já estava toda pronta, logo nas primeiras filas pra que tivesse uma visão bacana e sem a cadeira no local onde me sentaria. Fiquei muito feliz e me senti muito bem tratada. Em muitos casos, as pessoas ainda acham que estão fazendo favor de nos atenderem direito. Acabam se esquecendo que temos direito a essas pequenas coisas; tudo garantido pela nossa legislação.
Outro fato que me chamou atenção foi a falta de educação básica das pessoas. Logo no início do show, uma acompanhante se empolgou e ficou em pé na minha frente dançando. Fiquei sem graça de pedir licença. Felizmente, após umas cinco músicas, ela percebeu que estava na minha frente, me pediu desculpas e foi dançar em um local onde não atrapalha a visão de outras pessoas. Como muitos ingressos de pista eram com open bar, muitas pessoas chegaram ao final do show custando a andar de tão bêbadas. No Chevrollet, existem banheiros adaptados e distintos: temos banheiros masculinos e femininos, todos separados dos demais banheiros. Impressionante a quantidade de pessoas sem deficiência alguma que utilizaram os banheiros reservados, já que nesses não existiam filas. Isso é Brasil!
Quando cheguei à casa de shows, pretendia descer no estacionamento. Só que o trânsito estava parado e uma multidão estava na fila para entrar. Sai correndo de casa e nem pude me prevenir! Rsrs. Quando fui descer do táxi, o degrau era muito alto. Quando percebi, uma chuva de mãos me carregou: minha mãe, o taxista e o vendedor de pipoca. Não teve jeito: estava de vestido curto, sem meia calça ou shortinho. Por isso, sempre comento nos meus textos que a cadeirante deve andar sempre com uma lingerie bacana e com a depilação em dia. Nunca se sabe o que nos aguarda! Pra piorar a situação, meu sapato também voou. Na saída do show, pra variar, tive problemas para arrumar um táxi. Fiquei boba com a falta de educação das pessoas. Três e pouco da madrugada e o povo quase saindo na briga para ver quem chegaria primeiro ao táxi. Um rapaz de muletas estava na rua esperando o táxi. Se não fosse a ajuda de uma mulher, ele ficaria esperando por um bom tempo. Ela fingiu que pegaria o táxi. Assim que se sentou, o menino entrou com calma e ela desceu. Essa alma iluminada fez o mesmo pra mim. Só que, no meu caso, não conseguimos pegar logo o táxi, já que muitos possuem cilindro de gás no porta malas, dificultando a colocação da cadeira de rodas.
Com a participação ativa das pessoas com deficiência, as coisas vão caminhando bem aqui na Capital. No dia 11 de dezembro, na Praça da Estação, teremos um show com o Jota Quest, comemorando o aniversário de Belo Horizonte. Com certeza, deverá ser mais um espetáculo grandioso. Ainda não tive coragem nem companhia para encarar um evento na Praça da Estação. Mas, pelo o que li nos jornais, o local reservado para pessoas com deficiência é legal e bem seguro! O show de comemoração de 15 anos de carreira do Jota Quest está ótimo. Eu recomendo!
Na capital gaúcha, o evento acontece entre os dias 21 e 26 desse mês. Em seguida é a vez de BH, que recepciona o festival de 15 a 21 de outubro.
Em 2010, a quarta edição do Assim Vivemos, Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência será exibido em mais duas cidades, inaugurando a tão esperada itinerância. Com o patrocínio da Petrobras, iniciamos por Porto Alegre e Belo Horizonte a circulação do festival, que esperamos ampliar cada vez mais.
Em Porto Alegre e Belo Horizonte, será uma semana de festival, com a exibição de 16 longas e médias-metragens que representam o melhor da produção mundial sobre o tema. A programação detalhada de cada cidade estará no site do festival a partir de 30 de agosto.
Também serão realizados dois debates em cada cidade, com o objetivo de discutir questões levantadas pelos filmes. Entre os convidados, teremos educadores, especialistas nos temas, diretores de cinema, entre outros.
Os temas dos debates, nas duas cidades, serão:
“Autista e artista”, motivado pelo filme “Somos todos Daniel”; e
“Surdo: sinalizado ou oralizado”, motivado pelos filmes “Sou surdo e não sabia” e “Vozes de El-Sayed”.
Alguns destaques dessa edição
O argentino “Mundo Asas”, sobre uma trupe de artistas com deficiência que excursiona pela Argentina, sob o comando do cantor Leon Gieco; “Somos todos Daniel”, do Canadá, filme que nos apresenta uma turma de adolescentes autistas que cantam, dançam e interpretam; “Sou surdo e não sabia”, da França, e “Vozes de El Sayed”, de Israel, ambos sobre questões relativas à surdez. E ainda produções da Noruega, França e Bielorrússia. Do Brasil, selecionamos os excelentes longas “Sentidos à Flor da Pele”, de Evaldo Mocarzel; “Pindorama”, de Roberto Berliner, Lula Queiroga e Leo Crivellare e o curta “O Vôo da Cegonha”, de Lally Cataguazes.
Histórico e Acessibilidade
O Festival Assim Vivemos é bienal e teve sua primeira edição realizada em 2003, no Rio de Janeiro e em Brasília, sempre com o patrocínio do Banco do Brasil e realização do Centro Cultural Banco do Brasil. A partir de 2009, também em São Paulo.
O festival oferece todas as acessibilidades nas sessões dos filmes:
audiodescrição (descrição de tudo o que aparece na imagem dos filmes e que não pode ser entendido apenas pelo áudio);
catálogos em Braille;
legendas Closed Caption (inclusive nos filmes brasileiros); e
interpretação em Libras nos debates.
Em 2007, o festival contou com o co-patrocínio da Petrobras, o que possibilitou convidar realizadores estrangeiros e debatedores de outros estados, além de incluir a produção de um DVD dos filmes Premiados do Público, editado com acessibilidade, com 2.000 cópias distribuídas para instituições de ensino e entidades de pessoas com deficiência de todo o Brasil.