O primeiro Dia Internacional da Síndrome de Down oficial será celebrado na sede da ONU em Nova Iorque, em 21 de março, com a Conferência Construir o nosso futuro. Educação inclusiva, participação política, vida independente e pesquisas são alguns dos tópicos que serão discutidos.
O evento é patrocinado pelas Missões do Brasil e da Polônia junto à ONU e organizado pela Down Syndrome International, com a colaboração da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (Fbasd), Down España, Down Syndrome Research and Treatment Foundation (Dsrtf), National Down Syndrome Center (NDSC) e National Down Syndrome Society (NDSS).
Pessoas de todo o mundo são bem-vindas, especialmente aquelas que tem síndrome de Down.
Sobre a síndrome de Down.
A síndrome de Down é uma ocorrência cromossômica natural e universal, que sempre fez parte da humanidade, estando presente em todos os gêneros e em todas as raças e classes sociais. Ela afeta um em cada 800 nascidos vivos, embora haja variações consideráveis em todo o mundo. A síndrome de Down geralmente provoca diferentes graus de deficiência intelectual e física e problemas médicos associados.
Sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down.
O Dia Internacional da Síndrome de Down foi criado pela Down Syndrome International e é comemorado desde 2006. A data escolhida foi 21 de março para representar a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21 que causa esta ocorrência genética.
O objetivo do dia é disseminar informações sobre a síndrome de Down e conscientizar a população sobre a importância da promoção do direito inerente às pessoas com síndrome de Down de desfrutar uma vida plena e digna, como membros ativos e valorizados em suas comunidades e na sociedade.
Uma resolução para designar 21 de março como Dia Internacional da Síndrome de Down, a ser observado a cada ano a partir de 2012, foi aprovada por consenso pela Assembléia Geral da ONU em Dezembro de 2011. A resolução foi proposta e promovida pelo Brasil, e co-patrocinada por 78 Estados membros da ONU.
Cadeirantes superam limitações e encontram qualidade de vida e autoestima na prática da modalidade. Clube, que não cobra pelas aulas nem pelos equipamentos, procura mais alunos.
Histórias diferentes e destinos parecidos levaram um grupo de cadeirantes a se reunir e formar a equipe de esgrima em Belo Horizonte. Roupas apropriadas, espadas e as adaptações para o uso das cadeiras de rodas dão ao Barroca Tênis Clube, em parceria com o programa Superar, da prefeitura, um ar de rivalidade, mas com diversão e, ao mesmo tempo, seriedade. O time é o mesmo desde a criação, em fevereiro do ano passado, e os competidores já foram premiados em torneios fora da capital mineira.
“O mais importante é a coordenação, a precisão, o convívio social com o esporte, que faz falta para todas as pessoas”, explica Kléber Castro, educador físico. São cinco esgrimistas em diferentes categorias, divididas entre A, B e C, de acordo com a lesão medular. O fisioterapeuta Marcos Antônio Ferreira, de 32 anos, tetraplégico há quatro, tem a C, considerada mais grave. Sempre esportista, em uma de suas aventuras ele sofreu o acidente. A volta por cima veio com o rúgbi. Hoje se completa com a esgrima. “A qualidade de vida atual é muito melhor. É incomparável. Com força e destreza nos movimentos, consigo fazer muitas coisas do dia a dia.”
Um acidente de carro em 1995 deixou Gustavo Henrique de Araújo, de 35 anos, paraplégico. O esporte sempre foi muito presente em sua vida, porém, nos últimos 16 anos, ele mudou de forma positiva a maneira de encarar as competições. “Logo que retomei o contato, o esporte voltou a ser o que sempre foi.” Há oito anos jogando tênis para cadeirantes e há nove meses praticando esgrima, Gustavo acredita que a atividade é uma forma de aumentar a autoestima e a força física. “A gente vê o que consegue fazer apesar das limitações.”
Triatleta, Márcio Silveira Neves, de 35 anos, praticava ciclismo em torno da Lagoa da Pampulha quando um motorista embriagado atropelou toda a equipe. Paraplégico há três anos e meio, Márcio usa cadeira de rodas. “Não conhecia esporte adaptado. Quando passa a fazer parte do nosso contexto, a gente começa a se interessar.” Ele, que nunca gostou de futebol e outras modalidades com bola, viu na esgrima uma forma de superar o ocorrido. “Eu a tenho como a melhor medicação de que faço uso hoje. É se tornar competidor novamente, porque a própria cadeira já é uma competição diária.”
Thiago de Jésus Alves, de 28 anos, nasceu com má-formação na coluna. Desde cedo se locomove com cadeira de rodas. Durante a vida, fez muita fisioterapia, mas pela primeira vez pratica esportes. “É mais agradável do que a fisioterapia”, brinca. A esgrima foi a iniciação de uma vida mais saudável, pois antes sua rotina era trabalho, escola, casa. O esporte e a convivência com outros esgrimistas elevaram sua autoestima. Hoje ele até faz regime e já perdeu peso com os novos hábitos.
TREINAMENTO.
Todos esses atletas estão juntos há 11 meses, praticando a modalidade de segunda a quinta-feira, a partir das 20h. Para Carlos Moreira, coordenador da sala de esgrima, a maior dificuldade é atingir esse público, apesar do espaço e do know-how. Além das competições entre cadeirantes, eles podem encarar disputas mistas, em meio a andantes. “A gente queria essa convivência. É um passo importante na integração social, porque muitos vêm de uma experiência traumática.”
O principal ganho é na qualidade de vida. “Eles usam o braço para atacar e se defender. Envolve estratégia, performance e o psicológico”, diz o coordenador. E o principal é não ter diferença entre atletas que andam e que não andam. “Isso é algo normal, é adaptado para eles, mas o tratamento é o mesmo para qualquer praticante da esgrima”, explica Kléber Castro.
Nas aulas, até 10 cadeirantes podem treinar. Hoje apenas cinco vagas estão ocupadas. As outras estão em aberto e o investimento para praticar é zero. “O preço é a dedicação”, afirma Kléber. Além de não haver mensalidade, o equipamento não precisa ser comprado, os professores o emprestam. Informações no www.esgrimabtc.com.br.
Como praticar.
A competição segue a mesma lógica da esgrima convencional e o objetivo é atingir o corpo do adversário. A principal diferença é que os praticantes têm a cadeira fixada no solo. A cada toque um ponto é marcado eletronicamente pelos sensores na ponta da espada ou do florete, armas usadas pelos cadeirantes no Brasil – na esgrima convencional, também se usa o sabre. Na modalidade de espada, os toques devem ser feitos da cintura para cima, em vez do corpo todo. Já no florete pode-se atingir apenas o dorso.
Quando alguém pontua, a luz que representa quem o marcou se acende. A disputa pode durar três tempos de três minutos ou o máximo de 15 pontos na etapa eliminatória e três minutos ou cinco pontos na classificatória. As roupas adequadas são máscara metálica, luva na mão armada e uniforme completo para evitar ferimentos.
O crescimento do número de pessoas com deficiência no Brasil (45 milhões) e no mundo (1 bilhão), além da grande consciência social que países de todo o mundo passaram a adotar, acabam direcionando o mercado a prestar atenção na acessibilidade. Casos de sucesso, onde hospedagens que possuem uma acessibilidade de qualidade, acabam fidelizando seus hóspedes e chamando a atenção de outros, pelas facilidade que os recursos de acessibilidade oferecem, mesmo a quem não tem nenhum tipo de deficiência.
Americanos adultos com deficiência gastam uma média de 4.2 bilhões de dólares por ano com hospedagens. Turistas Europeus e Asiáticos com deficiência também seguem a mesma linha de consumo, porém todos, inclusive os Brasileiros, procuram qualidade no quesito acessibilidade, além de um bom atendimento.
E a acessibilidade deve estar presente nos itens da estrutura arquitetônica do local, mas também em recursos complementares, como por exemplo diretório de serviços em Braille, campainhas luminosas para surdos, e cadeira de banhos para pessoas com deficiência física. Também é importante saber atender este hóspede sem lhe causar ofensa ou constrangimento, entender e saber agir para oferecer um pronto atendimento a quem necessita de ajuda e não atrapalhar aqueles que não precisam.
Mas para que esse trabalho tenha um retorno proporcional, é preciso trabalhar a comunicação. Se fazer conhecido para a comunidade de pessoas com deficiência é essencial, afinal eles serão os interessados diretos. Mas também, se posicionar entre as empresas que realizam reservas em hotéis ou oferecem roteiros onde a hospedagem está inclusa, também é importante, pois muitas vezes eles não sabem aonde recorrer quando recebem um turista com deficiência. Então isto também está incluso no programa, além de outras ações promocionais que irão ajudar o estabelecimento a se posicionar na sociedade, criando um forte conceito de responsabilidade social.
Finalmente, outros dois serviços que normalmente são oferecidos separadamente, estarão inclusos no programa. O primeiro é a Certificação de Acessibilidade e inclusão, que trará confiabilidade, devido aos seus critérios rígidos, por ter um grande detalhamento, descrevendo os recursos de acessibilidade para cada tipo de deficiência. Além disso, os itens terão uma atualização constante e o compromisso do estabelecimento em oferecê-los. É o único neste formato no Brasil, e com comprovada eficácia em outros países onde é aplicado.
O segundo é o serviço de agenciamento de turismo acessível, pois muitas pessoas com deficiência procuram por empresas especializadas que realmente conheçam suas necessidades, e a Turismo Adaptado já é conhecida e respeitada. A acessibilidade na viagem não é verificada somente no local onde o turista ficará hospedado, mas também no transporte, passeios, locais de alimentação entre outros itens, e tudo isso é verificado no serviço de agenciamento, potencializando a escolha do cliente pelo hotel.
A acessibilidade é um direito garantido por lei, desta forma todos os meios de hospedagens são obrigados a cumpri-la de acordo com as exigências específicas. Desta forma, o cliente também está no direito de exigi-las. Quanto mais isto for reforçado, maior será a transformação. Então é de grande importância que todos que utilizem este tipo de serviço, ou mesmo aqueles que simpatizem com a causa de obter uma sociedade mais justa e inclusiva, ajude a espalhar este novo conceito, feito por uma empresa de qualidade. A descrição completa pode ser vista acessando o link Programa de Acessibilidade Hoteleira.
Para maiores informações, entrar em contato com a Turismo Adaptado através do email ricardo@turismoadaptado.com.br ou pelos telefones (11) 3846-6333 e (11) 9854-1478.