Morreu neste domingo(29), aos 91 anos, vítima de uma parada cardíaca, a pedagoga Dorina de Gouvêa Nowill. Ela estava internada havia 15 dias por causa de uma infecção.
Cega desde os 17 anos em decorrência de uma infecção ocular, Dorina criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, para produzir e distribuir livros em braille para que deficientes visuais como ela pudessem estudar.
Em 1991, a fundação ganhou o seu nome. Casada havia 60 anos com o advogado Edward Hubert Alexander Nowill -que conheceu nos EUA-, ela deixa cinco filhos, 12 netos e três bisnetos.
Segundo sua neta Martha Nowill, 29, o enterro será hoje no cemitério da Consolação (região central de São Paulo). O velório acontecerá a partir das 8h e se estenderá até as 16h na sede da fundação, na Vila Clementino.
Martha disse que ela estava consciente anteontem, quando a viu pela última vez -tinha, porém, dificuldade para falar. “Ela disse que estava em paz”, afirmou. HISTÓRIA
Nascida em São Paulo em 1919, Dorina contou à Folha no ano passado, ao completar 90 anos, que a última imagem que viu na vida foi em 1936: uma fotografia de um navio do álbum de viagem de uma amiga da mãe, que retornava da Europa.
Apesar das dificuldades para continuar estudando naquela época, em que a leitura braille não era difundida no Brasil, Dorina foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular, na Escola Normal Caetano de Campos.
De 1961 a 1973, dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em sua gestão foram criados os serviços de educação de cegos em todas as unidades da federação.
Especializada em educação de cegos pelo Teacher”s College da Universidade de Columbia, em Nova York, Dorina conseguiu que em 1948 sua fundação recebesse da Kellog’s Foundation e da American Foundation for Overseas Blind uma imprensa braille completa.
Desde então, o instituto se tornou uma referência mundial na inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão.
A neta Martha fez várias entrevistas com a avó para o roteiro de um filme sobre sua vida. A jovem deverá interpretar o papel da avó.
“Embora feliz com a ideia, ela sempre se perguntava se alguém teria interesse em ver um filme sobre sua vida.”
Cidade desenvolve projeto Socorro Acessível e vem atraindo bastante público. Há placas em braile, pisos táteis e acomodações acessíveis na maioria dos lugares turísticos.
Pense em um destino que una turismo rural, aventura e lazer para toda a família. Quem busca alguma dessas opções em uma viagem a preços populares pode seguir em direção a Socorro, a 134 quilômetros da capital paulista.
A cidade reúne diversos hotéis com recreação própria, com monitores que organizam brincadeiras para adultos e crianças, além de amplas áreas de lazer com piscinas externas e internas, quadras poliesportivas e, em alguns casos, passeios a cavalos e visitas a plantações e espaços com criações de animais.
Grande parcela dos turistas que chega ao município, em contrapartida, busca alternativas que fogem ao sossego de um bar na piscina, uma massagem no interior de um hotel ou uma programação elaborada por monitor fanfarrão. O turismo de aventura local oferece 21 modalidades como atrações, que integram atividades em terra, água e ar. Parapente, asa-delta, canoagem, boia-cross, acqua ride, water trekking, arvorismo, rapel, escalada, cicloturismo e cavalgada são algumas delas.
Se você é marinheiro de primeira viagem, um conselho: comece pela tirolesa. Tem perigo? “Se não tivesse risco de morte, não seria um esporte de aventura”, brinca um guia. Simples e extremamente segura, vá à tirolesa do Parque dos Sonhos, a maior delas, com um quilômetro de extensão em meio a uma bela paisagem natural.
Depois de experimentar rapidamente o gostinho da aventura, siga em direção a uma das agências receptivas e peça pelo rafting. A emoção é garantida. Tudo começa com todos dentro do bote, quando um treinamento inicial em águas calmas procura familiarizar os participantes aos comandos que virão a seguir na prática. No rio do Peixe, os percursos variam entre três quilômetros (que geralmente são indicados a crianças a partir de sete anos) e seis quilômetros (que já possuem certos trechos mais radicais). Não se esqueça de levar, na mochila, uma troca de roupa completa, tênis extras e toalha, pois a chance de não se molhar é seguramente nula.
Mas se engana quem acredita que essas atividades são restritas a aventureiros dotados de plenas condições motoras, sensoriais e físicas. Desde 2005, o projeto Socorro Acessível vem atraindo cada vez mais pessoas com mobilidade reduzida. A qualificação de prestadores de serviços turísticos e de esportes de aventura recebe, desde então, um investimento significativo por parte do Estado e do município, que conta com diversas placas em braile, pisos táteis e acomodações acessíveis na maioria dos lugares turísticos.
Um dado curioso do turismo de aventura em Socorro é de que, diferentemente do que ocorre em outras cidades, todas as atividades são realizadas dentro de áreas privadas. As operadoras locais foram, ao longo de certo tempo, adquirindo propriedades e adequando-as em parques para o turismo. Se, por um lado, esse processo retira um pouco do aspecto da natureza em seu estado bruto, as vantagens ficam por conta da infraestrutura e conforto oferecidos, como restaurantes e vestiários, por exemplo.
Para comprar e para comer.
Anualmente, em data próxima ao feriado de Corpus Christi, a Socorro Expo Fair toma conta da cidade. Diversas malharias reunidas em um grande pavilhão expõem seus produtos à venda em pequenos estandes. Os valores e modelos se encaixam em todos os gostos e bolsos. Fora da época do evento, a pedida é passar pela Feira Permanente de Malhas e pelo Moda Shopping de Fábrica, que juntos reúnem cerca de 100 lojas. Vá com tempo, pois, nos fins de semana, os corredores costumam ficar cheios de consumidores.
Para comer, não deixe de agendar um “café caipira” no Rancho Pompeia. Ao lado do marido, Flávio, Márcia Meneghelli comanda a cozinha com forno à lenha com tijolos a vista. Dele saem deliciosos quitutes caseiros, como canjica, milho, diferentes tipos de pães e geleias. São cerca de 20 itens feitos no local com produtos orgânicos. Esqueça o regime em casa e prove os bolos, pães de queijo e requeijão artesanais.
Famílias e grupos que desejam entrar em contato com a realidade e o funcionamento de uma pequena fazenda podem permanecer durante mais tempo no rancho e ver de perto, por exemplo, a ordenha das vacas, criações de outros animais e plantações de milho e banana.
ATIVIDADES PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NOS PARQUES DE SOCORRO:
Paraplégicos
1 – Acqua-ride, arvorismo, cavalgada, escalada, pêndulo e tombonágua
2 – Bóia-cross e canoagem
3 – Tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada e rapel
Tetraplégicos
1 – Acqua-ride, arvorismo, cavalgada, escalada, pêndulo e tombonágua, quadriciclo, canoagem e bóia-cross
3 – Caminhada de curta duração, passeio de charrete, rafting, fora de estrada, rapel e tirolesa
Def. Visuais
2 – Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel
Def. Auditivos
2 – Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel
Def. Itelectuais
2 – Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel
Def. Múltiplas
1 – Escalada
2 – Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, fora de estrada, tombonágua e rapel
3 – Cavalgada e rafting
Legendas da tabela:
1 – Atividade que não apresenta condições de ser praticada com segurança para este tipo de deficiência
2 – Atividade que pode ser praticada normalmente, com adaptação mínima e monitores
3 – Atividade que pode ser praticada, mas requer uso de equipamentos adaptados
Crea-Minas assina convênio com Ministério Público Federal para criação de política de defesa dos direitos de pessoas com mobilidade reduzida
O Crea-Minas e o Ministério Público Federal, através de sua Procuradoria da República no Estado de Minas Gerais (PRMG), firmaram no dia 18 de agosto convênio de cooperação técnica para criar uma política de defesa dos direitos de pessoas com deficiência física e/ou mobilidade reduzida.
O acordo foi assinado pelo presidente do Conselho, engenheiro civil Gilson Queiroz, pelo Procurador-chefe da PRMG, Tarcísio Henriques Filho, e pela procuradora geral dos direitos dos cidadãos, Silmara Cristina Goulart. “Nós estamos muito felizes com a assinatura deste convênio com o Crea-Minas. Será muito importante para a sociedade e a expectativa é que possamos realizar novas parcerias”, disse Tarcísio Fiho. Ambas as partes colocarão à disposição meios legais, administrativos e técnicos para o ideal andamento da implementação e da fiscalização desta política.
O Crea-Minas ainda disponibilizará para a PRMG estagiários da área de engenharia e arquitetura para auxiliarem nos trabalhos de levantamentos técnicos e procedimentos administrativos da Procuradoria, além de sua Comissão Permanente de Acessibilidade Ambiental – CPAA.