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Conhecendo o Inhotim de cadeira motorizada.

Publicado em: 4 de setembro de 2010 às 18:40.

Cadeirante relata a experiência de conhecer o Instituto Inhotim na região metropolitana de BH – Adriana Lage.
Brumadinho, 01/06/2010.

No último final de semana, fui conhecer o Instituto Inhotim, em Brumadinho/MG, região metropolitana de Belo Horizonte. Trata-se de um grande espaço cultural que recebe grandes obras de arte contemporânea e também de um riquíssimo acervo botânico.

O Instituto é enorme e fica situado em uma propriedade particular. Os jardins são maravilhosos e tiveram a colaboração do paisagista Burle Max no início do projeto.

O visitante paga R$ 16,00 para conhecer o Inhotim. Idosos e estudantes pagam meia entrada.

Imagem: Carrinho para transporte de pessoas com mobilidade reduzida.O Inhotim é bem acessível para deficientes físicos. Ao longo do Instituto, existem vários banheiros adaptados e rampas. Existe a opção de contratar um carrinho para conhecer o ambiente. O preço por pessoa é de R$ 10,00. Pessoas com dificuldade de locomoção não pagam pelo serviço e têm direito a um acompanhante também gratuito. Preferi conhecer o Inhotim com minha cadeira de rodas motorizada, já que o carrinho só passa em algumas rotas.

O passeio foi muito divertido! O lugar é realmente lindo e inspirador. Além de lagos, peixes, aves, plantas variadas, existem várias galerias e obras de arte espalhadas pelo caminho. O visitante precisa andar atento para não perder nada! Por exemplo, gostei muito da obra Tunga, que fica no meio de um gramado. A Galeria da Adriana Varejão não é 100% acessível. Para chegar à parte de cima, é preciso subir uma escadaria.

O Instituto conta com um restaurante maravilhoso, um café cheio de rampas e banheiro acessível, área de cachorro quente (uma grande mesa rústica ‘perdida’ no meio das árvores! O cachorro quente é delicioso), omeleteria, lanchonetes, lojinha, etc.

Em uma das galerias, o visitante precisa entrar sem os sapatos. Trata-se de um quarto todo vermelho! Tapete, paredes, geladeira, mesas, televisão, passarinho roupas, peixes, alimentos… Tudo vermelho. Como a cadeira de rodas ocupa muito espaço, a monitora me pediu para entrar na galeria apenas com mais uma pessoa. Assim, pude apreciar tudo tranquilamente.

Fiquei com medo de esbarrar minha cadeira em obras de arte de algumas galerias. Os artistas brincam muito com a luminosidade. Em algumas salas, é um verdadeiro breu. Muito interessante a sensação.

Uma das galerias que mais gostei foi uma sala toda branca, bem grande, onde se escuta sons de trovão, chuva, vento… Não resisti e sai correndo com a cadeira – uma sensação de liberdade bem grande!

Passei quase 4 horas rodando pelo Inhotim. No final, fiquei bem cansada. Algumas partes do caminho são feitas de pedras bem irregulares. Nunca sacudi tanto na cadeira de rodas. Em algumas rampas mais íngremes, precisei de ajuda para não correr o risco de empinar a cadeira de rodas – turismo de aventura!

Acredito que ir de cadeira de rodas manual ao Inhotim seja muito cansativo e desconfortável. Mas motorizada, vale a pena!!

O site do Inhotim é www.inhotim.org.brSite externo.. Vale à pena dar uma espiada nesse paraíso! Para mim, o melhor de tudo foi saber que os criadores dessa maravilha não se esqueceram da acessibilidade! Pude aproveitar a visita como qualquer outro visitante.

Fonte: Rede SaciSite externo.

Postado por: Gilberto Porta
Arquivado na categoria: Acessibilidade,Lazer.
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Alguns problemas de acessibilidade em BH

Publicado em: às 17:39.

A opinião de uma cadeirante sobre a acessibilidade da capital mineira – Adriana Lage.

Nos últimos dias, resolvi prestar mais atenção na acessibilidade em alguns lugares de Belo Horizonte. Em muitos deles, movimentar-se em uma cadeira de rodas é sempre uma aventura radical.

A Prefeitura de Belo Horizonte, juntamente com a Coordenadoria dos Direitos dos Deficientes, e outros órgãos, promoveram uma revitalização do centro da capital. As calçadas ganharam rebaixamento e sinalização tátil. Ainda não temos semáforos sonoros como os existentes na orla de Maceió, mas as melhorias foram gritantes. Em 1997, fiz um curso de programação no centro. Era caótico andar pelas ruas. Além das calçadas não possuírem rebaixamento, eram cheias de camelôs. Era preciso pedir licença e contar com o bom senso – quase sempre em falta! – e boa vontade dos pedestres. O espaço para circulação da cadeira era tão reduzido que fui desviar de um cego e acabei atropelando a bengala dele. Minha mãe tinha que me empurrar, pelas ruas, dividindo espaço com os carros. Nos dias de chuva, então… caos total!!

Hoje em dia, o centro está muito mais acessível. Pena que em alguns lugares, como a esquina da Avenida Amazonas com a Rua São Paulo, as rampas não sigam a acessibilidade. Nesse lugar, a rampa é muito íngreme. Andar pelas calçadas ainda é um desafio. Por exemplo, no quarteirão das Lojas Americanas da Rua São Paulo, a calçada está esburacada há meses. Os buracos são enormes. A alternativa mais viável é dividir o asfalto com os carros e motos. Só que existem vários estacionamentos de motos. Infelizmente, os motoqueiros param em fila dupla e quase atropelam o cadeirante.

O principal problema que encontro no centro é a falta de educação dos pedestres. As pessoas sempre me atropelam. Outras vezes, entram na frente da cadeira de rodas, de uma hora para outra, sem dar tempo para o cadeirante evitar o atropelamento. Quando paro nos sinais para atravessar, sempre sou ?engolida? pela multidão e levo várias bolsadas e cotoveladas.

Muitas lojas da região central ainda possuem degraus na entrada. Em algumas galerias e restaurantes, o acesso é praticamente inviável para cadeirantes – inúmeros degraus em um espaço pequeno. Não cabe nenhuma pessoa ao lado da cadeira.

Pesquisei vários restaurantes na região da Praça Sete e só encontrei um com acesso facilitado. Existem escadas para o segundo andar, mas o cadeirante pode ficar no primeiro piso, onde temos as comidas, bebidas, os caixas e banheiros. Os demais possuem escadas na entrada e o local para circulação muito reduzido. Algumas vezes, para o cadeirante passar, é preciso tirar todo mundo do lugar, arrastar mesas, etc.

No Barro Preto, bairro famoso por ser o pólo da moda, já encontramos calçadas rebaixadas e rampas em algumas lojas. Vale ressaltar que ainda não encontrei nenhuma loja que venda roupas adaptadas/acessíveis em BH.

Na região da Avenida Silviano Brandão, considerada o pólo dos móveis, só encontrei uma calçada rebaixada na proximidade do supermercado. Nas demais esquinas, não vi nenhum rebaixamento, piso tátil ou sinal sonoro. A avenida é cheia de lojas de móveis e topa-tudo. Quase todos os estabelecimentos possuem degraus na entrada. Se uma loja de móveis já não é acessível na entrada, duvido que disponha de móveis adaptados. Vou reformar uma área da minha casa e, provavelmente, passarei longe da Silviano Brandão na hora de comprar móveis.

Antigamente, os degraus e escadarias eram utilizados para proteger tesouros como as Pirâmides do Egito, deixar os homens mais próximos dos deuses como na Grécia Antiga, afastar e dificultar o acesso de inimigos ou ostentar riqueza. Hoje em dia, todos esses significados perderam o sentido. Mesmo com o Decreto Lei 5296/2004, que estabeleceu as normas de acessibilidade, os degraus continuam impedindo que pessoas com dificuldade de locomoção realizem suas compras, se divirtam, estudem, etc. Quando estou em minha cadeira de rodas motorizada, nunca entro em estabelecimentos que possuem degraus. É extremamente desconfortável para mim e pesado para quem carrega a cadeira (70 kg só de cadeira!!).

Fiz uma pesquisa telefônica, bem informal, em 10 motéis da capital. Queria localizar um em que não precisasse subir escadas. Apenas em um deles, que fica próximo ao BH Shopping, a funcionária disse possuir acesso. Na verdade, o quarto não é adaptado, apenas possui portas largas e fica no nível do estacionamento. Nos outros nove, todos possuíam escadas e não tinham adaptações; Li uma matéria sobre isso na Revista Sentidos, se não me engano. Em uma pesquisa realizada, foram localizados apenas 6 motéis adaptados em todo Brasil, sendo dois em Uberlândia/MG. Um absurdo essa situação. Entrei em contato com o Ministério Público daqui e me disseram que a prioridade são as instituições de ensino, bares, restaurante e casas de espetáculos. Os demais estabelecimentos, tais como motéis, academias de ginástica e clínicas de fisioterapia, serão fiscalizadas na medida do possível.

Em várias igrejas católicas de BH, é possível trocar as escadarias da entrada por rampas nas laterais da igreja. Mas, desconheço igreja em que o cadeirante possa chegar até o altar. Um dia desses, fui fazer a Primeira Leitura e tive que ficar no meio do caminho. O microfone é que veio ao meu encontro. Fico me perguntando: e se uma cadeirante quiser se casar na igreja?? Se isso um dia acontecer comigo, vou querer tudo o que tenho direito: desfilar pela igreja, subir ao altar, etc… Acho que as Igrejas ainda são excludentes em relação aos deficientes. No ano passado, fui batizar minha afilhada em uma igreja no Maria Gorete. Achei muito interessante o momento da pia batismal. Além de ser emocionante o momento, fiquei encantada com o padre. Como eu não daria altura de carregar a neném, ele pegou uma bacia de metal que fica dentro da pia e colocou no meu colo e realizamos o batismo da mesma forma. Criatividade e boa vontade sempre superam obstáculos.

Gosto muito de passear na Avenida Silva Lobo. Dias atrás, fui a um Pet Shop comprar o enxoval para minha cachorrinha mais nova. Resolvi voltar pelo canteiro do meio, já que a avenida é muito movimentada e nas extremidades o passeio é irregular. Sem falar na ocupação indevida das mesas e clientes dos bares nas calçadas. No meio do caminho, me deparei com um vendedor de CDs piratas. A mercadoria estava espalhada pelo chão. Se eu tentasse passar com a cadeira motorizada, provavelmente, passaria por cima de alguns CDs. Pedi a ele, educadamente, que retirasse a primeira fileira de CDs para que eu pudesse passar. O vendedor criou caso e queria que eu passasse pela rua de todo jeito. Falei que não passaria, pois o degrau é altíssimo e a avenida é muito movimentada e perigosa. Com muito custo e muita má vontade, ele retirou a 1ª fileira, mas ficou falando que se eu estragasse qualquer coisa, teria que ressarci-lo. Quando passei, ele me disse que da próxima vez, me cobraria. Falei que aquilo não era lugar de colocar mercadoria e que, da próxima vez, caso ele criasse caso, voltaria com o fiscal da PBH. Fico indignada com esse tipo de gente. Pago para não brigar, mas se pisam no meu calo…

Há 3 anos freqüento uma academia próxima a minha casa. Ela é cheia de escadas, mas, ainda assim, é a mais viável para mim. Já conversei algumas vezes com o dono sobre acessibilidade. Ele sabe do problema, tem conhecimento que está errado, pois reformou a academia recentemente e não mexeu com acessibilidade. Já viu outros clientes reclamando, e não faz nada.

Esses são apenas alguns exemplos de como a capital mineira ainda precisa melhorar em matéria de acessibilidade. Infelizmente, o desrespeito ainda é grande. No meu dia a dia, sempre me deparo com escadas, calçadas e ruas esburacadas, preconceito velado, carros estacionados em vagas reservadas para deficientes ou estacionados nas rampas, etc.

Fonte: Rede SaciSite externo.

Postado por: Gilberto Porta
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17ª Semana da Pessoa com Deficiência – “Sinal Verde para Inclusão”

Publicado em: às 17:26.

Entre os dias 18 e 28 de setembro próximos, a capital receberá mais uma edição da Semana da Pessoa com Deficiência, evento realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania (SMADC), por meio da Coordenadoria de Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência (CDPPD).

Em sua décima sétima edição, o evento, que conta com o apoio de vários parceiros, quer mostrar a necessidade de acelerar o processo de inclusão de pessoas com deficiência, além de destacar as suas capacidades, potencialidades e habilidades, através de conquistas no âmbito político e social, convidando à ações e reflexões acerca do processo de inclusão.

A Semana da Pessoa com Deficiência integra o Calendário Oficial de Eventos do Município, e nestes 17 anos teve como objetivo dar visibilidade ao segmento na sociedade brasileira tradicionalmente tido como invisível ou excluído.

A Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania está empenhada na participação do Poder Público junto aos diversos segmentos populacionais e sociais, apoiando iniciativas individuais e de grupo das pessoas com deficiência que buscam romper limitações e desafios. A programação da 17ª Semana se inicia com a III Mostra Mineira de Arte, Inclusão e Cidadania e com o Seminário “Educação Inclusiva: Construíndo Possibilidades”, e contará com feiras de artesanato e tecnologia assistiva, apresentações artísticas e esportivas, com todas as atividades abertas à população.

Informações e inscrições.

Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania-SMADC.
Coordenadoria de Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência-CDPPD.
Rua Espirito Santo, 505 – 8.º andar – Centro.
CEP: 30160-030.
Telefones (31) 3277.4105/6949 – Fax (31) 3277.4678.
E-mail: caappdbh@pbh.gov.br.

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Morre Dorina Nowill, criadora de Fundação Dorina Nowill para cegos

Publicado em: 30 de agosto de 2010 às 11:26.

Foto: Dorina Nowill.Morreu neste domingo(29), aos 91 anos, vítima de uma parada cardíaca, a pedagoga Dorina de Gouvêa Nowill. Ela estava internada havia 15 dias por causa de uma infecção.
Cega desde os 17 anos em decorrência de uma infecção ocular, Dorina criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, para produzir e distribuir livros em braille para que deficientes visuais como ela pudessem estudar.

Em 1991, a fundação ganhou o seu nome. Casada havia 60 anos com o advogado Edward Hubert Alexander Nowill -que conheceu nos EUA-, ela deixa cinco filhos, 12 netos e três bisnetos.

Segundo sua neta Martha Nowill, 29, o enterro será hoje no cemitério da Consolação (região central de São Paulo). O velório acontecerá a partir das 8h e se estenderá até as 16h na sede da fundação, na Vila Clementino.

Martha disse que ela estava consciente anteontem, quando a viu pela última vez -tinha, porém, dificuldade para falar. “Ela disse que estava em paz”, afirmou.

HISTÓRIA

Nascida em São Paulo em 1919, Dorina contou à Folha no ano passado, ao completar 90 anos, que a última imagem que viu na vida foi em 1936: uma fotografia de um navio do álbum de viagem de uma amiga da mãe, que retornava da Europa.

Apesar das dificuldades para continuar estudando naquela época, em que a leitura braille não era difundida no Brasil, Dorina foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular, na Escola Normal Caetano de Campos.

De 1961 a 1973, dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em sua gestão foram criados os serviços de educação de cegos em todas as unidades da federação.

Especializada em educação de cegos pelo Teacher”s College da Universidade de Columbia, em Nova York, Dorina conseguiu que em 1948 sua fundação recebesse da Kellog’s Foundation e da American Foundation for Overseas Blind uma imprensa braille completa.

Desde então, o instituto se tornou uma referência mundial na inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão.

A neta Martha fez várias entrevistas com a avó para o roteiro de um filme sobre sua vida. A jovem deverá interpretar o papel da avó.

“Embora feliz com a ideia, ela sempre se perguntava se alguém teria interesse em ver um filme sobre sua vida.”

Fonte: www.ai5piaui.com.brSite externo. – disponível em 30/08/2010.

Postado por: Gilberto Porta
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Socorro – SP investe em acessibilidade para atrair mais público

Publicado em: 27 de agosto de 2010 às 20:00.

Cidade desenvolve projeto Socorro Acessível e vem atraindo bastante público. Há placas em braile, pisos táteis e acomodações acessíveis na maioria dos lugares turísticos.

Turista com deficiência faz arvorismo com o auxílio de um monitor.Pense em um destino que una turismo rural, aventura e lazer para toda a família. Quem busca alguma dessas opções em uma viagem a preços populares pode seguir em direção a Socorro, a 134 quilômetros da capital paulista.

A cidade reúne diversos hotéis com recreação própria, com monitores que organizam brincadeiras para adultos e crianças, além de amplas áreas de lazer com piscinas externas e internas, quadras poliesportivas e, em alguns casos, passeios a cavalos e visitas a plantações e espaços com criações de animais.

Grande parcela dos turistas que chega ao município, em contrapartida, busca alternativas que fogem ao sossego de um bar na piscina, uma massagem no interior de um hotel ou uma programação elaborada por monitor fanfarrão. O turismo de aventura local oferece 21 modalidades como atrações, que integram atividades em terra, água e ar. Parapente, asa-delta, canoagem, boia-cross, acqua ride, water trekking, arvorismo, rapel, escalada, cicloturismo e cavalgada são algumas delas.

Se você é marinheiro de primeira viagem, um conselho: comece pela tirolesa. Tem perigo? “Se não tivesse risco de morte, não seria um esporte de aventura”, brinca um guia. Simples e extremamente segura, vá à tirolesa do Parque dos Sonhos, a maior delas, com um quilômetro de extensão em meio a uma bela paisagem natural.

Depois de experimentar rapidamente o gostinho da aventura, siga em direção a uma das agências receptivas e peça pelo rafting. A emoção é garantida. Tudo começa com todos dentro do bote, quando um treinamento inicial em águas calmas procura familiarizar os participantes aos comandos que virão a seguir na prática. No rio do Peixe, os percursos variam entre três quilômetros (que geralmente são indicados a crianças a partir de sete anos) e seis quilômetros (que já possuem certos trechos mais radicais). Não se esqueça de levar, na mochila, uma troca de roupa completa, tênis extras e toalha, pois a chance de não se molhar é seguramente nula.

Mas se engana quem acredita que essas atividades são restritas a aventureiros dotados de plenas condições motoras, sensoriais e físicas. Desde 2005, o projeto Socorro Acessível vem atraindo cada vez mais pessoas com mobilidade reduzida. A qualificação de prestadores de serviços turísticos e de esportes de aventura recebe, desde então, um investimento significativo por parte do Estado e do município, que conta com diversas placas em braile, pisos táteis e acomodações acessíveis na maioria dos lugares turísticos.

Um dado curioso do turismo de aventura em Socorro é de que, diferentemente do que ocorre em outras cidades, todas as atividades são realizadas dentro de áreas privadas. As operadoras locais foram, ao longo de certo tempo, adquirindo propriedades e adequando-as em parques para o turismo. Se, por um lado, esse processo retira um pouco do aspecto da natureza em seu estado bruto, as vantagens ficam por conta da infraestrutura e conforto oferecidos, como restaurantes e vestiários, por exemplo.

Para comprar e para comer.

Anualmente, em data próxima ao feriado de Corpus Christi, a Socorro Expo Fair toma conta da cidade. Diversas malharias reunidas em um grande pavilhão expõem seus produtos à venda em pequenos estandes. Os valores e modelos se encaixam em todos os gostos e bolsos. Fora da época do evento, a pedida é passar pela Feira Permanente de Malhas e pelo Moda Shopping de Fábrica, que juntos reúnem cerca de 100 lojas. Vá com tempo, pois, nos fins de semana, os corredores costumam ficar cheios de consumidores.

Para comer, não deixe de agendar um “café caipira” no Rancho Pompeia. Ao lado do marido, Flávio, Márcia Meneghelli comanda a cozinha com forno à lenha com tijolos a vista. Dele saem deliciosos quitutes caseiros, como canjica, milho, diferentes tipos de pães e geleias. São cerca de 20 itens feitos no local com produtos orgânicos. Esqueça o regime em casa e prove os bolos, pães de queijo e requeijão artesanais.

Famílias e grupos que desejam entrar em contato com a realidade e o funcionamento de uma pequena fazenda podem permanecer durante mais tempo no rancho e ver de perto, por exemplo, a ordenha das vacas, criações de outros animais e plantações de milho e banana.

ATIVIDADES PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NOS PARQUES DE SOCORRO:
Paraplégicos 1 – Acqua-ride, arvorismo, cavalgada, escalada, pêndulo e tombonágua
2 – Bóia-cross e canoagem
3 – Tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada e rapel
Tetraplégicos 1 – Acqua-ride, arvorismo, cavalgada, escalada, pêndulo e tombonágua, quadriciclo, canoagem e bóia-cross
3 – Caminhada de curta duração, passeio de charrete, rafting, fora de estrada, rapel e tirolesa
Def. Visuais 2 – Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel
Def. Auditivos 2 – Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel
Def. Itelectuais 2 – Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel
Def. Múltiplas 1 – Escalada
2 – Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, fora de estrada, tombonágua e rapel
3 – Cavalgada e rafting

Legendas da tabela:
1 – Atividade que não apresenta condições de ser praticada com segurança para este tipo de deficiência
2 – Atividade que pode ser praticada normalmente, com adaptação mínima e monitores
3 – Atividade que pode ser praticada, mas requer uso de equipamentos adaptados

Fonte: Prefeitura de Socorro

Onde praticar

Parque dos Sonhos
Tel: (19) 3955-0184 ou 3955-2870
www.parquedossonhos.com.brSite externo.

Hotel Fazenda Campo dos Sonhos
Tel: (19) 3955-0184 ou (19) 3855-2833 (para deficientes auditivos)
www.campodossonhos.com.brSite externo.

Mirante da Pedra Bela Vista
Tel: (19) 3855-7999
www.pedrabelavista.com.brSite externo.

Parque do Monjolinho
Tel: (19) 3895-7346
www.parquedomonjolinho.com.brSite externo.

Rios de Aventura
Tel: (19) 3895-6255
www.riosdeaventura.com.brSite externo.

Sites para obter mais informações:

UOL Viagem

Socorro oferece atividades de esportes de aventura adaptadas para deficientesSite externo.

Malhas, quitutes artesanais e turismo de aventura estão presentes na 4ª Socorro Expo FairSite externo.

Cidade de Socorro quer ser centro de acessibilidadeSite externo.

Prefeitura de Socorro
www.socorro.sp.gov.brSite externo.

Socorro Tur
www.socorro.tur.brSite externo.

Estância de Socorro
www.estanciadesocorro.com.brSite externo.

Fonte: http://viagem.uol.com.br/Site externo. – disponível em 27/08/2010.

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Crea-MG e MPF em defesa dos direitos de pessoas com deficiência

Publicado em: 19 de agosto de 2010 às 14:32.

Crea-Minas assina convênio com Ministério Público Federal para criação de política de defesa dos direitos de pessoas com mobilidade reduzida

Gilson Queiroz e Tarcísio Henriques Filho.

O Crea-Minas e o Ministério Público Federal, através de sua Procuradoria da República no Estado de Minas Gerais (PRMG), firmaram no dia 18 de agosto convênio de cooperação técnica para criar uma política de defesa dos direitos de pessoas com deficiência física e/ou mobilidade reduzida.

O acordo foi assinado pelo presidente do Conselho, engenheiro civil Gilson Queiroz, pelo Procurador-chefe da PRMG, Tarcísio Henriques Filho, e pela procuradora geral dos direitos dos cidadãos, Silmara Cristina Goulart. “Nós estamos muito felizes com a assinatura deste convênio com o Crea-Minas. Será muito importante para a sociedade e a expectativa é que possamos realizar novas parcerias”, disse Tarcísio Fiho. Ambas as partes colocarão à disposição meios legais, administrativos e técnicos para o ideal andamento da implementação e da fiscalização desta política.

O Crea-Minas ainda disponibilizará para a PRMG estagiários da área de engenharia e arquitetura para auxiliarem nos trabalhos de levantamentos técnicos e procedimentos administrativos da Procuradoria, além de sua Comissão Permanente de Acessibilidade Ambiental – CPAA.

Fonte: Crea-MG www.crea-mg.org.br Site externo. disponível em 19/08/2010.

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